Gianni Infantino, presidente da FIFA, enfrenta crescente pressão nos bastidores da entidade em relação à sua governança. Após a forte reação de dirigentes da UEFA, da Ásia e da Concacaf, ele propôs uma revisão independente do modelo de gestão do futebol mundial. A medida surge após uma crise provocada pela proposta de permitir a entrada de investidores privados nos negócios ligados à Copa do Mundo.
Em uma carta enviada às 211 associações filiadas e ao Conselho da FIFA, Infantino apresentou duas iniciativas. A primeira consiste em realizar uma análise externa da estrutura de governança usada em grandes iniciativas estratégicas da entidade. A segunda proposta é criar um processo de consulta envolvendo confederações, federações nacionais e outros grupos que participam do futebol.
O dirigente também se comprometeu a aumentar a transparência, a participação e a responsabilidade nas tomadas de decisões da FIFA. Essa movimentação se dá depois que o polêmico projeto da FIFA Forward Enterprises enfrentou forte resistência e foi retirado. Infantino enfatizou que a proposta nunca recebeu aprovação definitiva e que a FIFA não abrirá mão do controle sobre suas decisões esportivas.
Federações pedem investigação sobre Caso Balogun
Paralelamente, uma nova frente de crise se abriu, com associações nacionais solicitando uma investigação sobre a reversão do cartão vermelho recebido pelo atacante americano Balogun durante a Copa do Mundo. Esse episódio intensificou os questionamentos sobre os processos internos da FIFA.
A pressão também se estendeu ao campo jurídico, com informações do jornal britânico ‘The Sun’ indicando que a UEFA iniciou três processos nos EUA relacionados a conflitos com a FIFA. Dirigentes europeus defendem mudanças na condução das decisões estratégicas da entidade.
Ainda assim, Infantino mantém seu foco na eleição presidencial da FIFA, programada para março de 2027. Até agora, nenhum adversário formalmente declarado se manifestou. No entanto, a UEFA está em busca de um candidato que possa unir diferentes confederações em torno de uma plataforma de mudanças na governança da entidade.



