Grêmio protocolou um ofício junto à CBF e ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) solicitando a implementação de medidas de segurança mais rigorosas para as equipes de arbitragem escaladas em jogos do Corinthians.
A ação da diretoria gremista surge após declarações do presidente da torcida organizada Gaviões da Fiel, Alexandre Domênico, conhecido como “Alê”, que enviou avisos direcionados aos árbitros em suas redes sociais.
No documento assinado pelo vice-presidente de futebol Rafael Lima, o Grêmio propôs a realização de escolta policial ostensiva para os trios de arbitragem, além de encaminhar o caso à Justiça comum e avaliar a possibilidade de aplicar punição ao Corinthians, como a realização de jogos de portões fechados em função de suas responsabilidades como mandante. O pleito é justificado pela preocupação com a pressão que os árbitros enfrentam na reta final do Campeonato Brasileiro.
Diante das publicações de Alê, nas quais mencionou que a torcida tem conhecimento sobre os locais de hospedagem das equipes de arbitragem antes das partidas, a CBF acionou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para solicitar a abertura de uma investigação criminal contra o dirigente da torcida.
Em nota, Alê afirmou que suas postagens foram feitas em um momento de “cabeça quente” como torcedor, e não como representante da Gaviões da Fiel.
Este incidente ocorre antes do confronto entre Corinthians e Mirassol, marcado para esta sexta-feira na Neo Química Arena, que contará com esquema de segurança em regime de sobreaviso da Polícia Civil de São Paulo.
A partida é crucial, já que os dois times estão próximos ao Grêmio na tabela: o time gaúcho ocupa a 15ª posição com 37 pontos, enquanto o Mirassol está em 16º, também com 37 pontos, e o Corinthians aparece em 18º, com 33 pontos.

