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GNT anuncia série sobre as pioneiras do futebol feminino que desafiaram a proibição no Brasil em 1958

A série "Pioneiras: o Esporte Proibido" resgata a luta e a trajetória das jogadoras que enfrentaram a proibição do futebol feminino no Brasil nos anos 50.

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GNT anuncia série sobre as pioneiras do futebol feminino que desafiaram a proibição no Brasil em 1958

O GNT anuncia uma série documental chamada Pioneiras: o Esporte Proibido, que será lançada em 2027 e abordará a história das jogadoras do Araguari Atlético Clube que, em 1958, desafiaram as proibições legais para praticar futebol no Brasil. Esta produção busca resgatar a trajetória dessas atletas que atuaram em um contexto hostil ao futebol feminino.

A série, conforme informada pela coluna Play do jornal O Globo, começará a ser gravada neste mês e contará com o reencontro de seis ex-jogadoras, com produções em Minas Gerais e São Paulo.

O Araguari Atlético Clube teve sua primeira partida em 19 de dezembro de 1958, em uma iniciativa beneficente para uma escola local. Esse evento foi tão bem-sucedido que as jovens jogadoras se tornaram uma atração e percorreram várias cidades e estados, incluindo Uberlândia, Goiânia, Belo Horizonte e Salvador.

A proibição e o desmantelamento da equipe

A trajetória do time, no entanto, foi curta. O Decreto-Lei 3.199 de 1941 proibia as mulheres de praticar esportes considerados “incompatíveis com as condições de sua natureza”, embora o futebol não fosse mencionado diretamente. Contudo, essa diretriz foi utilizada para barrar a continuidade do Araguari.

O sucesso das partidas também gerou resistência de setores conservadores e religiosos. Em 1959, quando o time recebeu um convite para jogar fora do Brasil, as atletas enfrentaram um veto à continuidade da equipe, que acabou sendo desfeita.

A série contará com cinco episódios e reunirá entrevistas, imagens de arquivo e análises históricas, conectando a geração pioneira às conquistas do futebol feminino no Brasil. As jogadoras chegaram a ser denunciadas às autoridades enquanto se preparavam para um evento internacional, sendo proibidas não só de jogar, mas também de discutir sua participação no esporte na época.

Décadas depois, parte desse grupo se reuniu novamente e começou a reivindicar reconhecimento por sua contribuição à história do futebol feminino, tendo participado, em 2014, de uma homenagem no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, onde tiveram a oportunidade de encontrar a jogadora Marta.