Gianni Infantino assegura apoio para reeleição na Fifa
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, garantiu votos suficientes para sua reeleição em 2027, mesmo após o fracasso de um mega-projeto comercial e a perda de apoio de federações como a francesa. Sustentado por alianças firmes na África, Oceania e América do Sul, Infantino esvaziou a oposição, que se vê sem candidatos viáveis para a disputa.
Nos bastidores, o clima é de reviravolta. Apesar de críticas ao seu mandato, Infantino, que está na presidência há dez anos, viu sua rede de relacionamentos se mostrar resiliente. Fontes revelaram à agência “Reuters” que ele não está politicamente derrotado e possui apoios inquebráveis.
Colapso da proposta comercial e repercussões na Europa
Os problemas começaram quando Infantino liderou uma proposta para negociar 20% das competições da Fifa com investidores privados, gerando resistência que uniu a Uefa, a AFC e a Concacaf em protesto. A França retirou formalmente seu apoio à reeleição de Infantino, enquanto o secretário-geral da entidade tentou minimizar a crise.
Falta de concorrência efetiva
Apesar do desgaste europeu, a ausência de um adversário capaz de unificar as 211 federações-membro torna difícil a queda de Infantino. Nomes como Nasser Al-Khelaifi e Victor Montagliani já sinalizaram que não irão concorrer.
Apoio consolidado de regiões decisivas
Enquanto a oposição busca uma alternativa até o dia 18 de novembro, Infantino conta com lealdade sólida na Oceania e na África, sendo Marrocos seu principal aliado, além do apoio da Conmebol.
Mudanças estratégicas dentro da Fifa
Com a dificuldade em derrotá-lo nas eleições, parte da oposição considera uma reestruturação da governança interna da Fifa, focando na descentralização de poder e a possível transferência de atribuições para um secretário-geral. Tal mudança poderá moldar o debate antes do congresso eletivo marcado para 18 de março de 2027, em Rabat.

