A eliminação do Flamengo na semifinal da Libertadores continua gerando repercussão nos bastidores do futebol sul-americano. Após ser superado nas penalidades, o clube carioca busca vias legais para tentar anular a partida decisiva disputada contra o Estudiantes, da Argentina, questionando a regularidade do confronto.
O jogo terminou em empate 0 a 0 no tempo regulamentar, com os argentinos levando a melhor ao vencer por 3 a 2 na disputa de pênaltis. Entretanto, a atenção da diretoria rubro-negra rapidamente se desviou para a esfera jurídica, com foco na situação do zagueiro Marcos Rojo e os desdobramentos de sua inscrição no torneio continental.
A polêmica envolvendo a inscrição do atleta
A discussão jurídica em torno do confronto começou antes mesmo de a bola rolar. Na ocasião, a CONMEBOL recusou o registro do defensor argentino, alegando que a documentação apresentada não cumpria as normas vigentes para transferências internacionais.
Após a negativa, o Estudiantes recorreu ao TAS e obteve uma medida cautelar, garantindo a presença do jogador no duelo. A diretoria flamenguista argumenta que essa liberação foi temporária e que a elegibilidade do atleta deveria ser analisada com mais rigor pela justiça desportiva.
Os obstáculos jurídicos e a decisão do tribunal
Para tentar reverter a situação, Flamengo e CONMEBOL solicitaram que o TAS emitisse um veredito definitivo antes da final marcada para 28 de novembro, onde o clube carioca irá enfrentar o Palmeiras, que eliminou o Fluminense na outra chave da competição.
Apesar das movimentações, as chances de uma resolução rápida são consideradas remotas. Informações divulgadas pelo jornalista César Luis Merlo indicam que o clube argentino se recusa a acelerar os prazos sem audiências formais, o que impede uma decisão imediata e mantém o Estudiantes garantido na final do torneio.
Posicionamento oficial do Flamengo
Em manifestação pública nas redes sociais, o Flamengo esclareceu que sua movimentação jurídica não tem a intenção de alterar resultados de forma artificial, mas sim de assegurar o cumprimento rigoroso das regulamentações em competições internacionais para todos os clubes participantes.

