Fifa revida a ação da UEFA com críticas e acusações de desinformação
A Fifa entrou em conflito aberto com a UEFA ao responder a uma ação judicial da entidade europeia que busca acesso a documentos relacionados a um projeto abandonado de Gianni Infantino, presidente da Fifa. Na terça-feira (29), a Fifa pediu à Justiça da Flórida a rejeição do pedido, alegando que a UEFA está conduzindo “uma campanha de desinformação” com o intuito de influenciar a eleição presidencial da Fifa marcada para 2027.
De acordo com a Fifa, a UEFA pretende assediá-la e interferir nos seus processos eleitorais, já que Infantino é o único candidato até o momento. A Fifa considera o pedido da UEFA “claramente excessivo” e afirmou que a intenção verdadeira da confederação europeia é usar esse processo como uma forma de pressão política contra a sua candidatura.
A UEFA, liderada por Aleksander Ceferin, busca documentos que poderiam sustentar uma ação de “gestão desleal” contra Infantino, que pode resultar em sanções graves. Para isso, a UEFA acionou a Justiça da Flórida solicitando que as subsidiárias americanas da Fifa entreguem dados sobre o controvertido projeto Fifa Forward Enterprise, que previa a abertura da Copa do Mundo a investidores privados.
Fifa refuta acusações e se defende
No documento de resposta, a Fifa condenou as alegações feitas pela UEFA, afirmando que são “falsas e enganosas”. A entidade argumentou que o projeto em questão foi considerado e que qualquer iniciativa nessa direção dependeria da aprovação das 211 federações filiadas.
Além disso, a disputa reflete um clima tenso entre a Fifa e outras confederações, como a Concacaf e a AFC. Essas organizações estão pedindo reformas de governança e uma redistribuição das reservas financeiras da Fifa, estimadas em cerca de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 31 bilhões), para apoiar as federações filiadas.
Na última segunda-feira (28), Infantino manifestou em carta que está aberto a discutir uma redistribuição mais ampla dos recursos, mas sem se comprometer com valores específicos. Ele também convocou uma reunião com as federações para discutir mudanças na governança da Fifa, que ocorrerá em 15 de outubro.
Enquanto isso, a corrida eleitoral para a presidência da Fifa está em andamento, com o prazo para apresentação de candidaturas terminando em 18 de novembro.

