A FIFA anunciou em 2 de outubro que sete jogadores envolvidos em um esquema de falsificação de documentos de nacionalidade estarão permanentemente proibidos de representar a seleção nacional da Malásia, conhecida como Harimau Malaya. A informação foi confirmada pelo novo presidente da Federação Malásia de Futebol (FAM), Datuk Ab Ghani Hassan.
Os jogadores, que mantêm a nacionalidade malaia, perderão completamente o direito de jogar pela seleção em competições oficiais. Ab Ghani afirmou que a decisão é resultado das rigorosas regras da FIFA: “Esses jogadores não podem representar o país. A FIFA não permite isso”, disse ele.
A lista dos jogadores punidos inclui Facundo Garces, Rodrigo Holgado, Imanol Machuca, Joao Figueiredo, Gabriel Palmero, Jon Irazabal e Hector Hevel. Todos receberam uma suspensão de 12 meses após a FIFA descobrir irregularidades significativas relacionadas à falsificação de documentos que comprovam a origem familiar, necessários para legitimar sua elegibilidade para jogar pela Malásia.
O caso ressalta a importante distinção entre a nacionalidade e os critérios de elegibilidade estabelecidos pela FIFA. Embora possuam passaporte legal, os jogadores devem atender a critérios estritos sobre sua situação jurídica e origem familiar, conforme estipulado pelo órgão regulador do futebol mundial.
Ainda assim, isso não impede a Malásia de continuar a naturalizar jogadores. Um exemplo recente é o atacante Bergson, que é uma das principais referências da equipe na Copa da ASEAN da FIFA. A questão central não é o local de nascimento, mas se os documentos de cada jogador resistem à avaliação da FIFA.
Em resposta a questionamentos públicos, Ab Ghani destacou que questões relacionadas ao fornecimento de nacionalidade e passaportes estão além da competência da FAM. O novo comitê da federação pretende trabalhar em parceria com o Ministério da Interior da Malásia para esclarecer todo o processo de naturalização.
“As questões de nacionalidade e emissão de passaportes não são da alçada da FAM. Isso é uma responsabilidade das agências competentes. Como nova gestão, queremos entender como esse processo ocorreu. A FAM vai dialogar com o Ministério da Interior para buscar colaboração e esclarecer as situações, definindo o que realmente aconteceu e traçando o melhor caminho para o futuro”, concluiu Ab Ghani.

