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Fifa propõe plano de R$ 30,1 bilhões e cada federação pode receber R$ 125,6 milhões até 2030

A nova proposta da Fifa visa fortalecer o futebol global, aumentando significativamente os recursos destinados às federações até 2030.

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Fifa propõe plano de R$ 30,1 bilhões e cada federação pode receber R$ 125,6 milhões até 2030

A Fifa apresentará às federações filiadas um plano de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 30,16 bilhões) para o desenvolvimento do futebol durante o quadriênio 2027-2030. O valor é mais do que o dobro do previsto anteriormente para o período. Mais da metade desse montante virá das reservas financeiras da entidade, que superaram as expectativas após a Copa do Mundo de 2026.

Cada associação-membro receberá US$ 25 milhões (cerca de R$ 125,68 milhões) nesse novo planejamento. O que estava previsto para os quatro anos seguintes era de US$ 10 milhões (R$ 50,27 milhões) por ano, além de US$ 99 milhões (R$ 497,68 milhões) por confederação continental. As informações foram antecipadas pelo norte-americano The Athletic e confirmadas por fontes internas.

As reservas da Fifa ao final do ciclo 2023-26 são estimadas em US$ 6 bilhões (R$ 30,9 bilhões), resultado do que a entidade considera um “sucesso comercial” da Copa do Mundo na América do Norte, que rendeu US$ 15 bilhões (R$ 75,41 bilhões) à organização. Inicialmente, a previsão era de US$ 11 bilhões (R$ 55,30 bilhões), com a projeção sendo posteriormente revisada para US$ 13 bilhões (R$ 65,35 bilhões).

No novo plano, aproximadamente US$ 3,5 bilhões serão oriundos das reservas da Fifa. A proposta de aumentar os aportes para as federações “une” opositores na política do futebol mundial. A sugestão já havia sido mencionada pelos vice-presidentes Aleksander Ceferin e Victor Montagliani, que lideram a Uefa e a Concacaf, respectivamente, como uma alternativa à Fifa Forward Enterprise (FFE), uma iniciativa de Infantino que buscava receber investimentos privados, mas que gerou controvérsias e foi arquivada.

A proposta será discutida na reunião do Conselho da Fifa nesta quinta-feira, 15. Caso seja aprovada, será levada a um novo grupo em dezembro e, posteriormente, formalizada em março durante o Congresso que também elegerá o próximo presidente da entidade.

Apesar das crises políticas recentes, nenhum dos opositores de Gianni Infantino estruturou uma candidatura formal para desafiá-lo, o que abre caminho para que ele busque o quarto mandato. Cada um dos 211 países filiados tem direito a um voto com peso igual. Nas eleições, se houver dois candidatos, é necessária uma maioria simples (50% + 1) entre os votos válidos, enquanto se houver três ou mais, dois terços dos votos válidos são necessários em um primeiro turno. Se nenhum candidato atingir essa marca, o mais mal colocado é eliminado até restar apenas dois candidatos.

As inscrições de candidaturas para a eleição presidencial da Fifa devem ser feitas até 18 de novembro.

Camila Pessanha

Redatora Esportiva I Diretora de Comunicação & Marketing | Branding & Reputation I PR

Torcedora do Sport Club Corinthians Paulista

Profissional de Comunicação e Marketing, com atuação em branding, MKT Digital, reputação e relações públicas. Apaixonada por futebol, boas histórias e pelos bastidores que ajudam a explicar o que acontece dentro das quatro linhas. Corinthiana desde sempre, porque corinthiano não vira, nasce. No Futebol News, escrevo com olhar crítico, bom humor e atenção a tudo o que movimenta o futebol dentro e fora de campo.

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