O goleiro Lionel Mpasi, da República Democrática do Congo, participou da Copa do Mundo sem ter finalizado o processo de troca de nacionalidade esportiva, segundo reportagem do The New York Times. A informação trouxe à tona uma polêmica em relação à atuação da FIFA.
A Federação Nigeriana de Futebol apresentou uma documentação à FIFA alegando que alguns jogadores da RD Congo, incluindo Mpasi, competiram de maneira irregular nas eliminatórias do Mundial. O goleiro, que tem uma trajetória nas categorias de base da França, possui também a nacionalidade democrático-congolesa, mas não concluiu a alteração legal necessária.
Durante uma revisão motivada pela denúncia da Nigéria, a FIFA identificou a situação. Os nigerianos, eliminados pela RD Congo na repescagem, buscaram ações para contestar a elegibilidade do jogador.
A Federação Congolesa de Futebol iniciou o processo de nacionalidade de Mpasi em 2021, mas até o momento da repescagem, a documentação não havia sido finalizada. Embora haja possibilidade de a FIFA considerar a Nigéria vencedora do confronto, a entidade decidiu não tomar nenhuma ação, alegando que a denúncia foi feita fora do prazo estabelecido.
Com a deliberação, a RD Congo enfrentou a Jamaica, venceu e garantiu uma vaga no Mundial. Em resposta ao The New York Times, a FIFA afirmou que suas decisões são analisadas de forma independente, sem a influência do presidente Gianni Infantino.
No torneio, a RD Congo foi sorteada no Grupo K, ao lado de Portugal, Colômbia e Uzbequistão, terminando em terceiro lugar e sendo eliminada na fase 16-avos pela Inglaterra.

