Federações europeias pressionam a UEFA por mudanças no calendário da Liga das Nações
9 out
2026
– 08h57
(atualizado às 08h57)
As federações de futebol da Europa estão pressionando a UEFA para que a FIFA reconsidere a nova pausa internacional de três semanas adotada nesta temporada. Durante uma reunião em Berlim na última quinta-feira (8), os representantes expressaram insatisfação com o novo formato, que, segundo eles, tem causado desgaste excessivo dos atletas, aumento das lesões e impactos financeiros negativos devido à concentração das partidas em um curto espaço de tempo.
A mudança foi aprovada pelo conselho da FIFA em 2023, que unificou as janelas de setembro e outubro em um período prolongado. O novo modelo fez com que as seleções europeias jogassem quatro partidas da Liga das Nações em aproximadamente 11 dias, ao invés de dividir os compromissos em dois períodos distintos.
Lesões elevam preocupações das federações
O aumento de lesões durante os compromissos internacionais está entre os principais motivos de insatisfação. Nomes como Kylian Mbappé e Alexander Isak foram citados como exemplos de jogadores que sofreram problemas físicos em meio a essa intensa sequência de partidas.
Além disso, a concentração de confrontos competitivos aumenta a pressão sobre os jogadores, e as seleções ainda enfrentam limitações no número de substituições, o que dificulta o manejo do desgaste físico dos atletas.
As federações de países menores manifestaram ainda mais preocupação, uma vez que dispõem de menos jogadores para compor elencos, o que leva a menos opções para descansar titulares durante essa sequência intensa de jogos.
A questão do equilíbrio esportivo também foi levantada, com dirigentes apontando que seleções com maior capacidade financeira podem se sair melhor em um calendário tão apertado.
Impactos financeiros também são pauta
Além das preocupações físicas, as federações relataram dificuldades em comercializar ingressos para jogos realizados em um curto espaço de tempo. As partidas internacionais representam uma importante fonte de receita para as entidades, e a concentração das partidas gera dúvidas sobre a capacidade de atrair torcedores e garantir arrecadação.
Durante a reunião, foi discutida a proposta de adaptar as janelas internacionais às necessidades de cada continente, embora isso apresente desafios logísticos e ainda careça de um formato definido.
Desafios para mudanças imediatas no calendário
Apesar da pressão das federações, uma reversão imediata do calendário é considerada improvável. O cronograma internacional já está definido até 2030, o que limita a possibilidade de alterações nas próximas temporadas.
Além disso, as relações entre a UEFA e a FIFA estão tensas, o que pode dificultar as negociações. A mudança no calendário pode depender de transformações na liderança da FIFA, uma vez que o presidente Gianni Infantino busca um quarto mandato nas eleições previstas para março.
A alternativa favorita para as federações europeias é retornar ao modelo anterior, que consistia em cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Decisões sobre essa mudança dependerão das discussões entre as entidades que organizam o futebol mundial.

