Dois processos da família do técnico Caio Júnior, que foi uma das 71 vítimas da queda do avião da Chapecoense, ainda não tiveram resolução na Justiça quase dez anos após o acidente. A informação foi revelada no podcast Carneiro & Mafuz pelo advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, atual presidente da OAB-PR, que representa os familiares do treinador.
De acordo com Pereira, as ações incluem um processo nos Estados Unidos e um trabalhista contra a Chapecoense, que ainda não foi resolvido. “Nós advogamos para a família [do Caio Júnior] e até agora não se resolveu o tema. Dez anos depois. Uma tragédia”, lamentou o advogado.
O advogado, que tinha uma relação próxima com Caio, mencionou a ligação familiar e a admiração que todos tinham por ele: “Ele era o ídolo dos primos mais novos e eu convivi muito com o Caio a vida inteira”, completou.
Em menos de dois meses, no dia 29 de novembro, completar-se-ão dez anos da queda do avião que levava a Chapecoense a Medelín, onde a equipe disputaria a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. O acidente foi causado por uma pane seca da aeronave, desencadeada por falhas no planejamento do voo.
Apenas seis pessoas sobreviveram, incluindo três atletas: o ex-zagueiro Neto, que se aposentou em 2019 devido a sequelas, o lateral Alan Ruschel, atualmente no Juventude, e o goleiro Follmann, que teve parte da perna amputada. Além deles, sobreviveram dois membros da tripulação e o jornalista Rafael Henzel, que faleceu em 2019 após um infarto.
Recentemente, a Chapecoense foi homenageada pelo Atlético Nacional em um amistoso que terminou em 1 a 1. O evento celebrava a irmandade entre os clubes e contou com a presença do zagueiro Neto, além de uma homenagem em Medellín.

