Paulo Lopo, ex-presidente do Estrela da Amadora, não foi ouvido pelas investigações da FPF e da Polícia Judiciária sobre suspeitas de manipulação de arbitragem
Após a polêmica envolvendo a arbitragem no futebol português, a figura de Paulo Lopo ganhou destaque. Lopo, que se afastou do Estrela da Amadora após vender sua participação na SAD por €40 milhões, garantiu em entrevista ao jornal “Record” que não tinha “nenhuma relação de privilégio” com Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem.
Duarte Gomes, ex-diretor técnico nacional de arbitragem, havia denunciado supostas irregularidades, incluindo a alegação de que Lopo teria conhecimento prévio das nomeações dos árbitros. A FPF instaurou um inquérito, que foi arquivado. Além disso, a Polícia Judiciária deu início a uma investigação em setembro, baseada nas denúncias e registros de conversas que implicavam manipulações nas arbitragens de algumas partidas.
Segundo Paulo Lopo, ele não foi chamado a depor pela investigação da FPF, e destacou que o Estrela não teve envolvimento em ofertas de vantagens indevidas. “Num mundo onde simples transferências exigem tanta documentação, como se poderia imaginar que um clube, qualquer que seja, pagaria um milhão de euros?”, questionou.
As suspeitas giram em torno das últimas quatro jornadas do campeonato passado e envolvem a nomeação do árbitro Hélder Malheiro, sobre quem Lopo comentou que não sabe como funcionam os procedimentos de nomeação, mas indicou que não considera estranhas comunicações prévias na arbitragem.
Lopo encerrou afirmando que “só em fantasia” se poderia imaginar um esquema desse tipo e reiterou que não tem a intenção de retornar ao futebol como dirigente. O caso segue em andamento, enquanto as investigações continuam sem novos depoimentos pertinentes.



