O lateral-esquerdo Emerson Palmieri, do Olympique de Marselha, revelou em entrevista ao 365Scores que seu sonho sempre foi defender a Seleção Brasileira, mas que nunca recebeu qualquer contato da CBF. A entrevista foi publicada na sexta-feira (30).
Sonho de defender o Brasil
Emerson compartilhou que a escolha de representar a Itália em 2018 não foi fácil e que o Brasil sempre foi sua primeira opção. Ele destacou: “Meu sonho era jogar pela seleção brasileira”. O jogador, que já passou pelas categorias de base do Brasil, participou do Mundial Sub-17 e do Sul-Americano. Em 2013, aos 19 anos, ele obteve a cidadania italiana, o que facilitou sua entrada no mercado europeu.
Após se destacar na Roma, a Itália o procurou em 2018. Emerson decidiu dar um tempo para pensar e esperou por seis meses por uma manifestação do Brasil. “Fui para o lugar onde me queriam”, afirmou.
Esperava uma ligação
O lateral reconheceu que na época não havia espaço para sua convocação, devido à presença de nomes como Marcelo, Filipe Luís e Alex Sandro. Contudo, ele esperava, pelo menos, um contato indicando que estava no radar da Seleção. “Se alguém da CBF tivesse conversado comigo, eu não teria aceito a seleção italiana”, contou. Ele já havia mencionado essa expectativa em 2022 em um programa do FIFA+, onde revelou que esperou cinco meses sem receber nenhuma ligação do Brasil.
Volta à Azzurra
Emerson estreou pela Itália em 2018 e, desde então, disputou 29 partidas pela Seleção Italiana. Sua última convocação foi em março de 2023, para as Eliminatórias da Eurocopa. Apesar de estar afastado das convocações há mais de três anos, ele manifestou o desejo de retornar. O lateral comentou que a Itália, tetracampeã mundial, está passando por uma fase de reformulação, visando o Mundial de 2030. Ele elogiou o técnico Roberto Mancini, descrevendo-o como “um cara sensacional”.
Laterais do Brasil
Emerson também comentou sobre a carência de laterais de alto nível na Seleção Brasileira. Para ele, a régua de qualidade na posição era muito alta no passado, com grandes nomes como Roberto Carlos, Marcelo, Filipe Luís, Alex Sandro, Cafu, Maicon e Daniel Alves. “Não é que os outros que estão vindo agora não são bons jogadores”, analisou. O lateral observou que o futebol evoluiu, tornando-se mais físico e estudado, e que não se pode exigir o mesmo desempenho de novos jogadores que se esperava de craques do passado.

