Quando o Marrocos entrar em campo contra a França pelas quartas de final da Copa do Mundo, a seleção representará um país com uma dinastia real ao seu lado há quase quatro séculos. O rei Mohammed VI, no poder desde 1999, tem sido um grande apoiador do desenvolvimento do futebol no país, promovendo a criação de academias e centros de treinamento nas últimas duas décadas.
A família alauíta, que domina o Marrocos desde o século XVII, tem seu herdeiro no príncipe Moulay Hassan. Além de seu papel político, o rei também exerce influência significativa na economia marroquina. De acordo com dados de 2015 da Forbes, a fortuna de Mohammed VI foi estimada em 5,7 bilhões de dólares, com investimentos em setores como bancos, mineração e energia, através da holding Al Mada.
A relação de Mohammed VI com o futebol se consolidou em 2009, com a fundação da academia que leva seu nome em Salé. Esta academia visa identificar e formar jovens talentos, contribuindo para o desenvolvimento de atletas marroquinos, incluindo aqueles da diáspora na Europa.
Em 2019, a estrutura da academia foi fortalecida com a inauguração do Complexo Mohammed VI de Futebol, que ocupa cerca de 30 hectares e inclui campos de treinamento, instalações médicas e hospedagem para as seleções nacionais.
Os investimentos no futebol marroquino não vêm apenas da família real. Em 2024, o grupo OCP, um gigante do setor de fosfatos e fertilizantes, anunciou um fundo com a federação de futebol e parceiros privados, voltado para a formação de novos jogadores.
Esses esforços no futebol marroquino são ainda mais significativos considerando os resultados recentes da seleção. Em 2022, o Marrocos se tornou o primeiro país africano a alcançar a semifinal da Copa do Mundo, e retorna às quartas de final em 2026, reforçando a robustez do futebol no país.



