Dibu Martínez revela bastidores da lesão que quase o tirou da Copa
Dibu Martínez, goleiro da seleção argentina, compartilhou novos detalhes sobre a grave lesão no dedo que quase o afastou da Copa do Mundo. Em entrevista ao canal Los Edul, ele relatou os desafios físicos enfrentados durante o torneio e admitiu que arriscou sua integridade para estar em campo.
A gravidade da lesão, que ocorreu durante o aquecimento para a final da Liga Europa em maio, só ficou evidente após exames de imagem. Martínez feriu o dedo anelar da mão direita enquanto jogava pelo Aston Villa. Ao receber o diagnóstico de fratura, o goleiro contou que sentiu grande desespero ao pensar que não poderia jogar no Mundial.
“Me mostram a imagem com o dedo quebrado ao meio. Eu começo a chorar: ‘Não chego ao Mundial, não chego’. Aí recebo uma mensagem do Scaloni dizendo: ‘Chegue ou não chegue, eu vou te bancar. Venha igual’”, relatou.
Para disputar a Copa, Dibu decidiu não passar por cirurgia. Junto aos médicos da seleção, ele optou por usar uma proteção de plástico sob as ataduras. A Adidas criou uma luva especial para ele, que inicialmente tinha movimentos limitados na mão direita. Durante a concentração da seleção, o goleiro até treinou com bolas de vôlei para evitar agravar a lesão.
“Eu me atirava como um zumbi. Caía e apoiava a mão e era de ver estrelas… Meu irmão me dizia: ‘Não jogue’. Todas as noites eu chorava até meia-noite com o dedo feito uma morcilha”, revelou.
Após o término do Mundial, exames revelaram que o osso ainda estava fraturado, e isso impactou em possíveis negociações com clubes, já que os médicos exigiam cirurgia e um afastamento de dez semanas. “Este dedo ficou assim para a vida inteira. Se eu tiver que dar um soco em alguém, não consigo fechar a mão… Mas são os riscos que você corre pela seleção. Eu faria tudo de novo”, finalizou.
Dibu Martínez foi o goleiro titular da Argentina na Copa do Mundo em 2026, onde a equipe chegou à final, mas foi derrotada pela Espanha por 1 a 0. O jogador tem em seu currículo uma Copa do Mundo (2022), duas Copas América (2021 e 2024) e uma Finalíssima (2022).

