Um comentário gerou risadas entre os torcedores durante as transmissões de futebol no último domingo. Um narrador, ao relatar um jogo, declarou: “O time tal está tentando empatar o jogo”, enquanto a equipe estava perdendo. A frase, ao mesmo tempo engraçada e preocupante, reflete um problema comum nas narrações atuais.
O que era para ser uma análise do jogo se transformou em conversas paralelas sem muito foco na partida. Alguns narradores e comentaristas parecem mais interessados em compartilhar histórias pessoais do que em oferecer uma análise detalhada sobre as jogadas e estratégias dos times. Um exemplo disso ocorreu recentemente, quando um narrador quase esqueceu de narrar um gol, o que não virou meme por um detalhe, mas mostra como as transmissões estão perdendo o foco.
Além disso, em ações confusas, o narrador anunciou que houve uma lateral e, depois, teve que corrigir e explicar que era, na verdade, uma falta. A velha escola de narração, que soube como emocionar o público, parece estar se perdendo em uma maré de gritaria desnecessária.
O que os fãs querem é uma narração que complemente as imagens, sem repetir o que todos estão vendo. Por isso, é urgente uma melhora na qualidade das transmissões. A narração não deve ser só sobre gritar em momentos aleatórios, mas sim saber modular a emoção para que valha a pena.
Para os apaixonados pelo futebol, é essencial que as narrações reavaliem seu foco e suas táticas, pois, afinal, o que importa são as emoções e os lances marcantes. O público está sempre em primeiro lugar, e as transmissões precisam refletir isso.
Conversa não é narração. Gritaria não é emoção.

