A realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil não apenas é uma oportunidade histórica para o país, mas também um momento crucial para discutir a ampliação da visibilidade do futebol feminino e a construção de um legado duradouro na modalidade.
Esse assunto foi abordado na COB Expo 2026, em São Paulo, com a participação de Aline Pellegrino, diretora executiva de Legado e Relações Institucionais da Copa do Mundo Feminina; Juliana Agatte, Secretária Extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027; e jornalistas e ex-atletas como Renata Mendonça, Mariana Pereira e Ana Paula de Oliveira, que atualmente atua na comunicação.
Renata Mendonça destacou o descaso que o futebol feminino enfrentava em 2015, mencionando que o básico do jornalismo, que é checar informações, não era cumprido, levando a erros sobre as atletas da Seleção Brasileira. “Havia um grande desinteresse pela cobertura”, afirmou.
Aline Pellegrino compartilhou sua experiência de transição ao futebol profissional, ressaltando a falta de perspectiva que tinha em sua juventude. “Quando cheguei ao São Paulo, foi um choque muito grande. Durante anos, eu não via o futebol como profissão”, contou a ex-zagueira e capitã da Seleção Brasileira.
O debate também destacou a importância de se criar uma cultura de consumo em torno do futebol feminino. Juliana Agatte enfatizou que a divulgação da Copa de 2027 deve ser uma estratégia para aproximar mais o público da competição e estimular a presença nos estádios. “Todas as informações de divulgação vão criando uma cultura de consumo, impactando a presença do público”, explicou.
Assim, o debate na COB Expo sinaliza que o legado da Copa de 2027 será construído antes mesmo do início do torneio, dependendo da habilidade de diversos setores em transformar visibilidade em informação, público e novas oportunidades para o futebol feminino no Brasil.

