Nesta segunda-feira (21), os clubes da Série A e Série B aprovaram uma nova medida de limitação de atletas estrangeiros proposta pela CBF. A partir de 2027, o número máximo de jogadores estrangeiros registrados por clube será gradativamente reduzido: em 2027 serão permitidos até oito atletas, em 2028, sete, em 2029, seis e, por fim, em 2030, cinco estrangeiros. Após esse período, novas discussões ocorrerão entre os clubes para definir o futuro da presença de jogadores estrangeiros no futebol brasileiro.
Atualmente, cada clube pode registrar até nove atletas estrangeiros no Campeonato Brasileiro, regra que foi implementada em março de 2024 e durou apenas dois anos. Durante a votação, apenas Flamengo, Bahia e Londrina se posicionaram contra a nova medida, enquanto Goiás, Atlético e Vila Nova apoiaram a proposta da CBF.
Nos clubes de Goiás, o Atlético conta com o zagueiro paraguaio Júnior Barreto e o meia uruguaio David Terans, que ainda não estreou. O Goiás está representado pelo atacante venezuelano Esli Garcia, enquanto o Vila Nova não possui jogadores estrangeiros em seu elenco.
Além da redução do número de jogadores estrangeiros, foi estabelecido que a partir de 2027 os clubes poderão inscrever até 50 jogadores na primeira e na segunda divisão do Brasileirão. Desses, 20 deverão ser obrigatoriamente atletas de até 23 anos. Essa medida também será progressiva, com a meta de alcançar uma proporção de 50% em 2030, com 25 atletas acima de 23 anos e 25 abaixo.

A intenção da CBF com essa nova regulação é fomentar a formação de novos talentos no Campeonato Brasileiro, que possam vir a contribuir para a Seleção Brasileira. Estudos apresentados pela entidade indicam que a média de idade dos jogadores no Brasileirão é superior à de outras ligas relevantes, como Espanha (27), França (26) e Itália (26,1), sendo que a média na Série A chega a 28,5 anos.



