No início de 2024, a CBF poderá reavaliar o aumento no número de estrangeiros permitidos nas partidas do Campeonato Brasileiro, que subiu de sete para nove jogadores. A mudança foi aprovada pelos clubes para acomodar elencos cada vez mais internacionais, especialmente após 25 estrangeiros terem participado da última Copa do Mundo.
Em entrevista ao programa CNN Esportes S/A, Rodrigo Caetano, coordenador-executivo-geral das Seleções Masculinas da CBF, destacou que essa situação pode ser prejudicial ao desenvolvimento dos jogadores brasileiros. Ele ressaltou que muitos atletas que têm potencial chegam a clubes da Europa sem estarem totalmente preparados.
“Nossos atletas acabam saindo de forma precoce, muitas das vezes, não totalmente formados… A gente vê hoje que o meio-campista precisa fazer dupla função, precisa jogar e marcar, obviamente. Temos que reavaliar essa questão de uma maior utilização de jogadores jovens nas equipes principais por conta do alto número de estrangeiros no futebol brasileiro.”
Caetano também abordou como a pressão para contratações de estrangeiros pode interromper o processo natural de formação e utilização de jogadores jovens nas equipes principais. Ele revelou que há um grupo de trabalho na CBF discutindo soluções para melhorar a transição da base para o profissional.
“A pressão para que se contrate, muitas vezes, acaba interrompendo um processo natural que é uma melhor utilização. Existe, hoje, o grupo de trabalho na CBF, em que há discussões mais aprofundadas sobre como se criar caminhos e soluções para essa questão da transição da base para o profissional no futebol brasileiro.”
Essa reavaliação sobre o limite de estrangeiros pode impactar diretamente na formação de novos talentos e no futuro do futebol brasileiro. A discussão segue aberta e a CBF se compromete a buscar soluções para fortalecer o futebol nacional.

