A arbitragem da partida entre Palmeiras e Vasco, válida pela semifinal da Copa do Brasil, gerou polêmica e desde então repercute nos bastidores do futebol brasileiro. Anderson Daronco e Rodrigo D’Alonso Ferreira foram afastados das próximas rodadas da Série A do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, sem previsão de retorno. A decisão foi comunicada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao Vasco e à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).
A CBF ainda não se posicionou oficialmente sobre o afastamento dos árbitros.
Lances controversos levantaram críticas
Entre as principais reclamações do Vasco, estão o possível pênalti por toque de mão de Alexander Barboza e a expulsão de Saldivia. Além disso, o clube questionou o critério na distribuição dos cartões amarelos, referindo-se a uma falta de Marlon Freitas no primeiro tempo que não resultou em advertência.
As críticas começaram logo após o apito final, com o diretor de futebol do Vasco, Admar Lopes, chamando a atuação da arbitragem de “vergonsosa”. Ele argumentou que os erros poderiam ter impactado na definição de um dos finalistas da competição e cobrou a atuação do VAR, que não interveio nos lances considerados mais importantes. “Pode ter decidido um dos finalistas por um desses erros grotescos”, destacou Admar.
No primeiro jogo, o Vasco perdeu por 1 a 0 e agora precisará reverter o resultado. O confronto decisivo contra o Palmeiras ocorrerá no próximo domingo (8), às 17h, em São Januário.
Clube teve acesso às gravações do VAR
Outra fonte de insatisfação para o Vasco foi o acesso às gravações das conversas entre a arbitragem de campo e a equipe do VAR. Segundo informações, o clube recebeu todos os áudios da partida durante as tratativas com a CBF, embora o conteúdo não deverá ser divulgado publicamente.
A análise dessas gravações foi parte das reclamações apresentadas pelos representantes vascaínos à CBF, buscando explicações sobre os lances decisivos, especialmente o toque de mão de Barboza.

