Carlos Queiroz não é mais treinador da seleção de Gana. O português, de 73 anos, e a Associação Ganesa de Futebol (GFA) chegaram a um acordo para uma saída amigável, apenas dois jogos após a renovação de seu contrato, que se deu após a Copa do Mundo.
Gana foi eliminada na fase de 16 avos do torneio, perdendo por 1 a 0 para a Colômbia, e começou de forma complicada as Eliminatórias da Copa Africana das Nações, com derrotas por 2 a 0 para a Costa do Marfim e 4 a 2 contra Gâmbia em casa. A situação tornou a permanência de Queiroz insustentável, em meio a um clima turbulento com os jogadores desde a competição.
“Após discussões realizadas em espírito de respeito mútuo, a Federação Ganesa de Futebol e eu concordamos mutuamente em rescindir o contrato de prestação de serviços que regia minha função como treinador principal da seleção nacional de Gana, os Black Stars”, informou Queiroz. Ele ainda ressaltou que a decisão foi difícil, mas necessária para priorizar os interesses da seleção.
O técnico, que se despediu com um mea-culpa por não ter conseguido organizar a equipe, expressou sua gratidão pela oportunidade de liderar os Black Stars. “Parto com respeito, gratidão e orgulho. Agradeço à minha equipe técnica e a todos que nos apoiaram. Acima de tudo, presto homenagem aos jogadores dos Black Stars”, completou.
Com a saída de Queiroz, um amistoso agendado contra Marrocos foi cancelado. O português esteve à frente da seleção por seis meses, incluindo o período de preparação para a Copa do Mundo. Ele pediu aos torcedores que continuem apoiando a seleção, destacando o potencial da equipe: “Protejam e apoiem esses jogadores. Com união, esta geração pode alcançar grandes feitos para Gana”.

