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Brasil feminina precisa corrigir defesa após sofrer gols em 9 dos 10 jogos em 2026 antes da Copa do Mundo de 2027

A Seleção enfrenta desafios defensivos preocupantes e busca soluções para garantir um desempenho sólido antes da Copa do Mundo de 2027.

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Brasil feminina precisa corrigir defesa após sofrer gols em 9 dos 10 jogos em 2026 antes da Copa do Mundo de 2027

A Seleção Brasileira feminina encerra os dois amistosos contra a Argentina na Data Fifa com uma tarefa urgente: melhorar seu desempenho defensivo antes da Copa do Mundo Feminina de 2027. Sob o comando do técnico Arthur Elias, o Brasil empatou por 2 a 2 na partida realizada na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, e foi vazado em nove dos dez jogos disputados em 2026.

No total, sob a direção de Elias desde 1º de setembro de 2023, a equipe soma 50 partidas e 52 gols sofridos, um número preocupante para quem almeja o título mundial. Para contextualizar, durante a conquista da Copa América em 2025, o Brasil sofreu apenas seis gols em seis jogos, com quatro deles acontecendo na final contra a Colômbia. Nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, onde conquistou a medalha de prata, a defesa foi vazada sete vezes em seis partidas, o que expõe um padrão a ser ajustado antes da estreia no Maracanã, marcada para 24 de junho.

A média de mais de um gol sofrido por jogo nos últimos três anos pode comprometer o sonho da Seleção de conquistar o inédito título em casa. A atual campeã, Espanha, por exemplo, sofreu sete gols na campanha de 2023, mas contava com um ataque eficiente, que marcou 18 vezes durante a competição na Oceania.

No futebol de seleções, a solidez defensiva é crucial, especialmente em torneios curtos. Sofrer gols a partir das oitavas de final geralmente implica em forçar a equipe a correr atrás do prejuízo, o que aumenta os riscos de eliminação.

Nos amistosos desta Data Fifa, o Brasil sofreu três gols da Argentina. Antes, a equipe havia sido vazada em dois jogos contra os Estados Unidos, além de um contra Zâmbia, México, Coreia do Sul, Venezuela e Costa Rica. A defesa só se manteve intacta na vitória por 1 a 0 contra o Canadá.

“Tomamos dois gols muito evitáveis. Isso vai ser trabalhado internamente com elas. A Argentina poderia até ter virado o jogo”, reconheceu Arthur Elias na coletiva pós-partida.

Na primeira partida, a defesa foi montada com Lorena, Isabela, Isa Haas, Mariza e Raíssa Bahia. Para o segundo amistoso, Thais Lima foi a goleira, com Tarciane e Tayla na zaga, mantendo apenas as laterais. O meio de campo também sofreu alterações, com Kerolin e Kaylane formando a dupla de volantes, em comparação à formação de Angelina e Duda Sampaio no primeiro jogo.

A mudança constante de jogadores pode impactar o entrosamento da equipe, que, em 2026, sofreu gols em nove das dez partidas disputadas. Para evitar que essa fragilidade se repita, será fundamental buscar uma defesa sólida nos amistosos de novembro, que incluem um confronto desafiador contra o Japão.

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