O Brasil encerrou os Jogos Sul-Americanos de 2026, realizados em Santa Fé, na Argentina, na liderança isolada do quadro de medalhas. Ao todo, a delegação brasileira conquistou 312 medalhas, incluindo 122 de ouro, 107 de prata e 83 de bronze, reafirmando sua posição como potência esportiva continental.
Entre os dias 12 e 26 de setembro, o país participou de cerca de 90% das modalidades disputadas, segundo o Comitê Olímpico do Brasil (COB). Essa performance não só solidifica o status do Brasil na América do Sul, mas também assegura 77 novas vagas para os Jogos Pan-Americanos de 2027, que ocorrerão em Lima, no Peru.
Destaques individuais e coletivos
Atletas de renome, como Alison dos Santos (400m rasos), Caio Bonfim (marcha atlética), Ana Marcela Cunha (águas abertas) e Maria Clara Pacheco (taekwondo), se destacaram e conquistaram medalhas importantes. O grupo da ginástica rítmica também apresentou desempenho notável.
No judô, mesmo sem alguns dos principais nomes, o Brasil se destacou, conquistando 11 dos 15 ouros disponíveis. Além disso, natação e atletismo foram modalidades em evidência, com 54 medalhas totais na natação e 42 no atletismo.
Otimismo para o ciclo olímpico
Yane Marques, Chefe de Missão do Time Brasil e vice-presidente do COB, expressou orgulho pela performance consistente da equipe. “Encerramos os Jogos Sul-americanos com o Brasil no primeiro lugar de forma consistente. E isso nos dá muito orgulho”, afirmou.
Marco La Porta, presidente do COB, reconheceu a importância do evento como “primeiro termômetro” para os Jogos Olímpicos de 2028 em Los Angeles, mencionando a detecção de novos talentos e a presença de bons nomes na competição.
Jorge Bichara, diretor de esportes do COB, ressaltou a estratégia de mesclar experiência e juventude, essencial para a renovação nos diferentes esportes. “Essa combinação é importante para o processo de renovação de diferentes esportes”, disse ele, refletindo sobre a presença de atletas em ascensão junto aos mais experientes.

