Benfica propõe reforma total da arbitragem
O Benfica apresentou, no dia 11 de setembro, uma proposta de reforma completa da arbitragem à Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Entre as demandas dos encarnados, destaca-se a criação de uma entidade autônoma, independente da federação, da Liga e dos clubes, com mandatos fixos e protegidos, além de ser gerida através de concurso internacional.
Dentre os pontos abordados, o clube defende a separação total entre a entidade responsável pela nomeação de árbitros e a que avalia seu desempenho, a adoção de tecnologia no auxílio ao VAR e a profissionalização total dos árbitros assistentes. O Benfica também propõe que haja consequências positivas, tanto financeiras quanto profissionais, para aqueles que apresentarem bom desempenho, enquanto árbitros com desempenho insatisfatório sofreriam penalizações. A ideia é que a excelência seja reconhecida e recompensada, fundamentando a reforma na independência, profissionalização, transparência e responsabilização.
FPF planeja entidade autônoma inspirada na Premier League
A FPF está se preparando para implementar um modelo de gestão da arbitragem independente até 2029, inspirado na estrutura da Premier League, onde a arbitragem é gerida pela PGMOL. O modelo inglês serve como referência por sua administração dedicada exclusivamente à arbitragem, com profissionais especializados e autonomia operacional.
O cronograma já foi definido: a temporada 2026/2027 será dedicada à elaboração do modelo de funcionamento, seguida pela discussão das alterações legislativas necessárias na temporada 2027/2028. A implementação da nova entidade está prevista para 2028/2029, com seu início efetivo marcado para o final de junho de 2029.
Para liderar essa mudança, a FPF criou a Entidade de Gestão da Arbitragem Profissional (EGAP), um grupo de trabalho encarregado de desenvolver o modelo da futura entidade. A EGAP já se reuniu duas vezes e se reunirá mensalmente. Neste momento, estão sendo discutidos temas como governança, funcionamento e financiamento da nova estrutura, assim como as alterações legais e regulamentares que a sua criação exigirá. Essas alterações incluem mudanças à Lei de Bases do Sistema Desportivo e ao Regime Jurídico das Federações Desportivas.
Com a aprovação da Direção da FPF, a EGAP é liderada por José Gomes, vice-presidente da federação e ex-presidente do Conselho de Arbitragem, e conta com representantes do Conselho de Arbitragem, da Liga Portugal, da APAF e de Associações Distritais e Regionais. A partir da temporada 2029/2030, a nova estrutura deverá assumir de forma integral a gestão da arbitragem profissional no futebol português.

