A classificação geral da Série B coloca os três clubes goianos em situações distintas na busca pelo acesso à Série A de 2027. No entanto, um levantamento realizado pela UFMG mostra uma mudança significativa no desempenho das equipes apenas considerando os dez jogos do segundo turno. Nesse recorte, o Atlético Goianiense é o único representante do futebol goiano que figura dentro do G-6, grupo que garante a participação nos playoffs de acesso.
No segundo turno, o Dragão ocupa a quinta colocação, com 18 pontos conquistados em dez partidas, resultado de cinco vitórias, três empates e duas derrotas, o que resulta em um aproveitamento de 60%. Esta evolução se deve principalmente à chegada do técnico Roger Silva, e o Atlético está apenas atrás de Novorizontino, Fortaleza, CRB e Cuiabá nesse recorte.
O Vila Nova, atual líder da competição após 29 rodadas, está logo abaixo na tabela, na sétima posição, com 17 pontos e aproveitamento de 56,67%. Já o Goiás, 11º colocado na geral, caiu para a 13ª colocação, com apenas 13 pontos e 43,33% de aproveitamento.
Se a classificação da Série B fosse determinada apenas pelo desempenho no segundo turno, o Atlético seria o único clube goiano com chances de garantir acesso à Série A na próxima temporada. Além disso, Novorizontino e Fortaleza ocupavam as primeiras posições e conquistariam vagas diretas.
Os playoffs pelas outras duas vagas seriam disputados por CRB, Cuiabá, Atlético e Juventude.
Atlético cresce justamente na segunda metade
Após as 19 rodadas iniciais, o Atlético somou 28 pontos, com um aproveitamento de 49,12%. Nos dez jogos do segundo turno, já acumulou 18 pontos, aumentando seu aproveitamento para 60%, representando uma evolução de quase 11 pontos percentuais.

Na classificação geral, o Dragão soma 46 pontos e ocupa a sexta posição após 29 rodadas, dentro do G-6. A equipe está cinco pontos atrás do Vila Nova, que é o líder, e quatro pontos à frente do Goiás, que está em 11º. Desde a chegada de Roger Silva, o Atlético conquistou sete vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas.
Vila Nova mantém campanha forte, mas perde rendimento
O Vila Nova, sob o comando do técnico Guto Ferreira, teve uma performance superior no primeiro turno. Em 19 jogos, somou 34 pontos, com dez vitórias, quatro empates e cinco derrotas, atingindo um aproveitamento de 59,65%.
No segundo turno, o Tigrão conquistou 17 pontos, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas, o que resulta em um leve aproveitamento de 56,67%.

Mesmo com essa leve queda, o Vila Nova chegou aos 51 pontos, mantendo-se em primeiro na Série B ao final da 29ª rodada, empatado em pontos com o Fortaleza, mas liderando pelo número de vitórias.
A análise indica que o Vila continua apresentando uma campanha geral de destaque, embora tenha um ritmo inferior no segundo turno.
Goiás é quem mais sente a queda no returno, mas segue vivo
Entre os três goianos, o Goiás é o que mais sente a queda de rendimento. O Esmeraldino fechou o primeiro turno com 29 pontos em 19 jogos, com um aproveitamento de 50,88%, na sétima posição, bem próximo do G-6.
No segundo turno, já sob o comando de Mozart Santos, a equipe conquistou apenas 13 pontos, com quatro vitórias, um empate e cinco derrotas, resultando em um aproveitamento de 43,33%, o que o coloca na 13ª colocação neste recorte.

A queda é ainda mais acentuada ao compararmos com o desempenho do Atlético e do Vila Nova. Enquanto o Dragão melhorou sua performance em relação ao primeiro turno, o Goiás perdeu mais de sete pontos percentuais.
No entanto, o Verdão reagiu nas últimas rodadas, vencendo o Avaí por 2 a 1 e chegando aos 42 pontos na classificação geral, permanecendo matematicamente vivo na disputa pelo acesso, a apenas quatro pontos do G-6, com nove rodadas restantes.



