O Athletico é o clube paranaense com a maior dívida, conforme o ranking divulgado pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf). O levantamento abrange dados financeiros oficiais de 40 clubes das Séries A e B e inclui, além do Furacão, o Coritiba, Londrina e Operário.
No critério ajustado, o Rubro-Negro apresenta uma dívida de R$ 374 milhões, o que o coloca na 14ª posição no ranking nacional. Anteriormente, na divulgação preliminar, o valor era de R$ 405 milhões, ocupando a 17ª posição. Assim, o Athletico é o clube paranaense com o maior passivo financeiro absoluto entre os quatro analisados.
O Coritiba aparece em segundo lugar no estado, com uma dívida de R$ 155 milhões e ocupa o 26º lugar no ranking nacional, empatado com o Vila Nova. Na análise preliminar, a dívida era de R$ 185 milhões e o clube estava na 24ª posição.
O ranking nacional de dívidas é liderado pelo Atlético-MG, com R$ 2,21 bilhões no critério ajustado, seguido pelo Corinthians, que deve R$ 2,08 bilhões. Em contrapartida, o Mirassol é o clube com a menor dívida das Séries A e B, totalizando apenas R$ 7,4 milhões.
Com a transição para o fair play financeiro, clubes com dívidas em atraso podem sofrer sanções administrativas e esportivas, como multas e restrições na contratação de novos jogadores (transfer ban), caso os débitos não sejam regularizados.
Londrina e Operário também aparecem no ranking de dívidas
O Londrina, por sua vez, teve sua dívida ajustada para R$ 44 milhões, ocupando a 32ª posição entre os 40 clubes das Séries A e B. Na versão inicial, o passivo era de R$ 60 milhões.
Por fim, o Operário registra a menor dívida entre os clubes paranaenses, com apenas R$ 4,2 milhões, garantindo a 39ª posição nacional e ficando com o segundo menor passivo do futebol brasileiro no levantamento, à frente somente do CRB, que deve R$ 900 mil.
Após a publicação inicial, a Anresf revisou a metodologia de cálculo das dívidas dos clubes, desconsiderando receitas recebidas antecipadamente e mantendo apenas valores que exigirão desembolso futuro. Essa alteração causou uma redução no passivo total dos 40 clubes, que passou de R$ 25 bilhões para R$ 19,99 bilhões, sendo R$ 17,34 bilhões da Série A e R$ 2,65 bilhões da Série B.

