Andreas Pereira foi expulso após chutar uma bola que estava fora de jogo durante a partida entre Palmeiras e Athletico-PR. O jogador recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, foi expulsão. Mas a dúvida persiste: a partida deveria ter sido paralisada com duas bolas em campo?
O incidente começou quando um defensor do Palmeiras chutou a bola para a arquibancada, e um torcedor do Athletico devolveu a bola ao campo, onde ela parou no meio-campo. O árbitro permitiu que a partida continuasse. Ao se aproximar das duas bolas, Andreas chutou a que havia sido devolvida, impactando a bola que estava em jogo. O árbitro marcou a falta e aplicou o segundo cartão amarelo ao meio-campista.
A decisão do árbitro encontra apoio na Regra 12 do futebol, que prevê tiro livre direto quando um jogador chuta ou arremessa um objeto — incluindo outra bola — contra um adversário ou a bola em jogo. A presença de uma segunda bola no gramado não exige a paralisação da partida, a menos que haja interferência no jogo.
Embora a regra não estipule um cartão amarelo para essa ação específica, a interpretação do árbitro considerou o ato como uma conduta antidesportiva, passível de advertência. Como Andreas já havia sido advertido anteriormente, a segunda punição resultou em sua expulsão.
Esse tipo de lance não é inédito no futebol brasileiro. Em 2024, por exemplo, um pênalti foi marcado a favor do Flamengo em uma situação similar. Curiosamente, Maguielson, o quarto árbitro na partida entre Athletico-PR e Palmeiras, também estava presente naquela partida. A avaliação de ambos os lances foi que as decisões dos árbitros foram corretas.

