O ex-meia Ander Herrera, que defendeu o Manchester United entre 2014 e 2019, criticou severamente o Manchester City por acusações de violações financeiras. Em entrevista ao ex-zagueiro Rio Ferdinand, o espanhol questionou a legitimidade dos títulos conquistados pelo rival e cobrou uma ação da Premier League para preservar sua credibilidade.
“Não sei se merecemos o troféu, mas certamente eles não mereceram vencer. Se a Premier League quer continuar com credibilidade no mundo, precisa fazer algo”, afirmou Herrera, referindo-se à disputa pelo Campeonato Inglês durante sua passagem pelo United.
O espanhol também declarou que, se fosse jogador do City, estaria insatisfeito com a postura dos dirigentes. “Se eu fosse jogador do City, estaria puto com os donos, estaria puto com o conselho, sabe? Pois eles colocaram em dúvida tudo o que fizeram em anos”, completou.
Ferdinand brinca sobre medalha
Durante a conversa, Rio Ferdinand interrompeu o ex-companheiro em tom de brincadeira, mencionando a possibilidade de receber uma medalha de campeão da Premier League. “Eu estou esperando minha medalha. Eu posso receber uma e você uma, certo?”, questionou o ex-zagueiro.
Herrera, por sua vez, avaliou os cinco anos em que atuou pelo Manchester United. Segundo ele, o período teve conquistas importantes, embora o clube não tenha alcançado seu principal objetivo: vencer a Premier League. O espanhol citou a saída de jogadores experientes e a forte concorrência de outras equipes que investiram em contratações.
Entenda o caso
A Premier League compartilhou um comunicado detalhando as acusações de violações financeiras cometidas pelo Manchester City. O clube inglês foi considerado culpado por todas as 115 denúncias realizadas pela comissão independente da competição.
Segundo a nota, o City firmava contratos “fictícios” com diversos parceiros comerciais, com o intuito de inflar artificialmente as receitas da equipe e reduzir seus custos em mais de 900 milhões de libras (cerca de R$ 6,2 bilhões). Além disso, a liga afirma que o time ultrapassou os limites de gastos do torneio e os determinados pela União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), além de ter agido de má-fé e não cooperado com a investigação, iniciada em dezembro de 2018.

