Ander Herrera critica Manchester City e questiona títulos do clube
O ex-meia Ander Herrera, que defendeu o Manchester United entre 2014 e 2019, disparou críticas ao Manchester City em relação às acusações de violações financeiras ao rival. Em entrevista ao ex-zagueiro Rio Ferdinand, no canal de YouTube do ex-defensor, o espanhol cobrou uma ação da Premier League e colocou em dúvida a legitimidade das conquistas do City.
“Não sei se merecemos o troféu, mas certamente eles não mereceram vencer. Se a Premier League quer continuar com credibilidade no mundo, precisa fazer algo”, afirmou Herrera ao falar sobre a disputa pelo título do Campeonato Inglês durante sua passagem pelo United.
O jogador também comentou sobre como se sentiria se estivesse no City: “Se eu fosse jogador do City, estaria insatisfeito com os donos e o conselho, pois colocaram em dúvida tudo o que fizeram em anos”, acrescentou.
Durante a conversa, Ferdinand brincou sobre a possibilidade de receber uma medalha de campeão da Premier League. “Eu estou esperando minha medalha. Eu posso receber uma e você uma, certo?”, questionou o ex-zagueiro.
Além de criticar o City, Herrera avaliou seus cinco anos no Manchester United como tempo de conquistas importantes, mas lamentou não ter alcançado o principal objetivo: vencer a Premier League. Ele mencionou a saída de jogadores experientes como Ferdinand e Nemanja Vidic, e a concorrência de times que investiram em contratações, como Manchester City e Tottenham.
Acusações contra o Manchester City
A Premier League divulgou um comunicado que detalha as acusações de violações financeiras cometidas pelo Manchester City. O clube inglês foi considerado culpado por todas as 115 denúncias feitas pela comissão independente da competição.
A nota indicou que o City firmava contratos “fictícios” com diversos parceiros comerciais, inflando artificialmente suas receitas e reduzindo custos em mais de 900 milhões de libras (cerca de R$ 6,2 bilhões) entre as temporadas 2009/10 e 2017/18.
Além disso, foi afirmado que o clube ultrapassou os limites de gastos estabelecidos pela liga e pela União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), agindo de má-fé e não cooperando com a investigação iniciada em dezembro de 2018.

