Durante o jogo entre Corinthians e Mirassol, válido pela 33ª rodada do Brasileirão, a arbitragem enfrentou uma situação complicada. O árbitro Matheus Candançan foi ameaçado pelo presidente da torcida Gaviões, que afirmou saber onde os árbitros estavam hospedados antes da partida. No VAR, o assistente José Cláudio Filho também estava de prontidão.
A situação tensa ocorreu no primeiro tempo, quando Bruno Santos, atacante do Mirassol, acertou com o antebraço o rosto do defensor André Ramalho. O lance foi revisado no VAR após a expulsão do jogador, que inicialmente recebeu apenas um cartão amarelo.
A análise do lance revelou que, apesar de não ter sido uma ação com o cotovelo, a conduta de Bruno Santos foi caracterizada como violenta, uma vez que não havia disputa de bola e ele agrediu diretamente o rosto do adversário. Assim, o juiz, com o auxílio do VAR, decidiu pela expulsão do jogador.
Embora a decisão tenha sido correta, o incidente envolvendo a ameaça do presidente da torcida Gaviões lança uma sombra sobre a credibilidade da arbitragem. O Ministério Público deve investigar e punir severamente essa ameaça, que compromete a integridade das decisões em campo, independentemente de estarem certas ou não.

